Justine Henin: Figurinha da Bélgica

Justine Henin figurinhaAntes de começar, um mea culpa. Há quem diga: durante a trajetória do pentacampeonato mundial, a partida contra a Bélgica teria sido um jogo bem mais complicado para a seleção brasileira se não fosse um gol mal anulado dos Diabos Vermelhos.

Em 2014, eles chegam como candidatos a surpreender grandes equipes com o que muitos especialistas consideram o melhor time em décadas.

Na pesquisa para este álbum, surpreendeu descobrir que a ex-tenista número 1 do circuito feminino, Justine Henin, tenha uma proximidade tão grande com o futebol. Torcedora do Anderlecht, tradicional equipe da Bélgica, ela sempre compareceu para acompanhar as partidas do time e até já participou de treino.

Porém, o que mais chamou atenção, foi a descoberta de um vídeo de Justine, ainda criança, correndo atrás de uma bola que não era a de tênis. Em francês, ela diz que gosta de passar e até cabecear. Apesar da baixa qualidade das imagens, dá para ver que ela nunca fez feio com a bola nos pés.

Roger Federer: figurinha da Suiça

Roger Federer figurinhaUm desvio na bola depois de um chute sempre muda sua trajetória e a leva para um lugar totalmente diferente do que seria se seu caminho original fosse mantido. Assim se deu com a carreira de Roger Federer. Por pouco, o tênis não perdeu um de seus maiores jogadores de todos os tempos para o futebol.

Alguns anos de sua infância o tenista suiço passou jogando bola com os pés, até perceber que a vitória no futebol não dependia exclusivamente de seu esforço. Como Federer nunca teve talento para perder, correu dos campos para as quadras de tênis onde conquistaria o mundo com sua técnica exuberante.

Mesmo assim, ele nunca abandonou o gosto pelo esporte de seus ídolos da Copa de 90 como Toto Schillacci e Roberto Baggio. e, mais tarde, Ronaldo, Figo e Zidane.

Federer ainda foi embaixador da Eurocopa de 2008 e é torcedor do FC Basel, time que é um dos maiores vencedores na Suiça, mas que está longe de se equiparar aos grandes clubes europeus.

Em 2012, o tenista veio até o Brasil para dar uma canja de sua, aparentemente, restrita intimidade com os movimentos do futebol em um evento promovido pela Gillette em São Paulo. Mas bastou alguns lances para começar a se ver em desvantagem contra seu oponente, o alemão Tommy Haas, e ele rapidamente correu para pegar sua raquete de volta.

 

O último campeão francês de Roland Garros

Na última terça-feira, Jo-Wilfried Tsonga despachou o supercampeão Roger Federer das quartas-de-final com inquestionáveis 3 sets a 0.

Se chegar ao título, quebrará uma escrita de 30 anos sem que um francês fature o Grand Slam parisiense.

O último foi Yannick Noah em 1983.

Aliás, Noah é uma figura muito curiosa.

Quando estive na capital francesa, ele chamou minha atenção por uma sacada longe do esporte: sua versão de Redemption Song, de Bob Marley, que vi na TV. Era a única coisa boa em meio a coletânea de bobagens que são  a maioria das paradas de sucesso em qualquer lugar do mundo.

Não sabia que aquela figura de cabelos e nome afros havia sido um grande tenista no país da família Le Pen. Muito menos, do calibre de quem ganhou o mais importante torneio da França.

Mais: Noah, filho de um jogador de futebol camaronês, quando parou de jogar foi capitão da primeira vitória do time francês na Copa Davis e também na Fed Cup.

Depois de uma carreira de sucesso, o ex-tenista se aventurou pela música e não faz feio cantando.

Tem mais: seu filho (foto) com uma ex-miss sueca, é Joakim Noah, ala do Chicago Bulls, time eternizado na NBA por Michael Jordan.

Em 2008, Joakim foi detido nos EUA por beber na rua. Também encontraram maconha em seu bolso. Ao ser questionado pela imprensa em polvorosa, Yannick, que em outra oportunidade já admitira ter usado a erva, minimizou. Preferiu dar apoio ao jovem.

Ao contrário do célebre ator francês Gerrard Depardieu, Yannick Noah se posicionou a favor do aumento de impostos para os mais ricos na França. Segundo afirmou em entrevistas, o ex-tenista até retirou seu dinheiro da Suiça – onde não era taxado – e o levou de volta à França.

Para jornais franceses, afirmou que era preciso distribuir a renda do país.

De volta ao tênis e a 2013, Tsonga  pode ser mais um descendente de imigrantes a levar o nome da França ao topo do esporte. E por que não, trazer à memória dos mais jovens os feitos do seu antecessor Yannick Noah.

Atualização: infelizmente, Tsonga entrou pressionado como uma mola e pulou rapidinho fora da quadra depois de perder 3 sets para Ferrer. O mesmo aconteceu com o espanhol na final contra seu compatriota Rafael Nadal, o campeão dos campeões do torneio. 

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