Cristiano Ronaldo está aí!

Cristiano Ronaldo levará o prêmio de melhor jogador da temporada.

Repito o comentarista Lédio Carmona: é barbada.

A contusão do argentino ajudou, mas não foi  decisiva.

O momento é do português e acho possível que ganhasse mesmo com Messi jogando como vinha nos últimos meses.

Além do mais, arejar o prêmio depois de uma sequência de vitórias de Lionel é saudável.

Logo ao fazer o segundo gol, como se dissesse para os suecos: “eu estou aqui!”, apontando para o gramado com os dois indicadores, vejo como se o português vibrasse além daquele momento,  botando para fora um sentimento que reside ali há algum tempo.

Como se pedisse, em um desabafo com seu toque de vaidade, para todos enxergarem, e se lembrarem, de tudo que ele é capaz de aprontar.

Pode ser que pela onipresença de Messi, seja necessário olhar com mais atenção ao futebol do português.

O segundo gol de Cristiano contra a Suécia também evidencia um resumo de seu repertório extenso.

Explosão, velocidade, controle de bola e frieza na frente do goleiro.

Incrível.

Ver Messi (e o time do Barcelona junto) jogar concentra tanto os olhares  que às vezes perco a noção da quantidade de bola que joga o português. E faz tudo em um time abaixo da intensidade do jogo do Barça.

Há quantas temporadas seguidas marca gols tanto quanto dá olhadas no telão?

Cristiano Ronaldo é narcisista, usa meias altas de gosto duvidoso, mas tem capacidade de finalização comparável a Romário e Ronaldo. É uma mala sem alça, mas cheia de munição. É quase sempre letal.

Messi é gênio e continua o melhor do mundo.

Mas esse ano serve para mostrar que C. Ronaldo está bem acima dos outros de sua época e que, na verdade, somos agraciados em ver dois caras tão bons brotarem quase ao mesmo tempo.

Olhando as listas anteriores dos prêmios da Fifa  da para dizer que se esses dois jogassem desde que a premiação passou a vigorar, seriam indicados e até mesmo vitoriosos em edições passadas.

Torço para que Messi se recupere realmente para a Copa do Mundo, como torci para que Cristiano Ronaldo se classificasse e viesse ao Brasil para registrar a presença de dois dos maiores craques da história do futebol.