Andrea Bocelli: Figurinha da Itália

Bocelli figurinhaO Leicester City fez história ao ganhar pela primeira vez a Primeira Liga Inglesa.

Para celebrar a conquista, o clube que foi dirigido pelo treinador italiano Claudio Ranieri, convidou outro italiano para cantar uma música italiana. O espetáculo aconteceu antes da cerimônia de entrega do troféu.

O resultado foi esse do vídeo abaixo, com Andrea Bocelli cantando Nessun Dorma, clássico da obra de Giacomo Puccini.

Leicester campeão

O fato mais surpreendente do futebol em 2016 dificilmente será outro, mesmo que ainda estejamos a um mês do fim do primeiro semestre.

O Leicester City campeão da Premir League é daquelas coisas que faz ricos quem se aventura em aposta tão improvável no início de uma temporada.

E dentre tantas coisas que li, vi e compartilhei depois da conquista do título, mesmo sem jogar, separei esse material feito pela Folha de S.Paulo que monta um roteiro de filme para a trajetória das raposas.

É por histórias como essa que o futebol nos encanta.

 

Filho de uma lenda das traves, Kasper Schmeichel já entrou pra história.

Grande Ituano

No auge da irrelevância para os grandes clubes, o Campeonato Paulista finalmente teve um time pequeno campeão.

Clube que vem de uma cidade igualmente pequena, Itu, onde a megalomania é folclore e alimenta as brincadeiras de que por lá tudo é gigante.

Muito diferente da Federação Paulista de Futebol, onde a megalomania ao se fazer um campeonato tão inchado é patológica e sem graça.

No caso do Ituano, a grandeza não foi folclórica, foi factual. Contra o Palmeiras fez prevalecer sua estratégia em jogo único.

Contra o Santos, time mais badalado do campeonato, foi superior na primeira partida quando venceu.

Na segunda, mesmo perdendo, foi senhor das ações da partida, truncada no primeiro tempo quando os rubro-negros se propuseram a tumultuar, e mais jogada na etapa final, quando o Ituano trocava bolas com muito mais consciência do que precisava fazer do que o time da Vila Belmiro.

Resultado justo e simbólico, como se pode ver.

Se o campeonato estadual já era um estorvo para os times grandes por seu regulamento, por sua extensão e por, na prática, não oferecer benefícios como acessos e classificações a outras competições, ao menos eles reinavam com folga sobre os clubes do interior.

Esse ano o Paulistinha se tornou também um estorvo futebolístico.

Talvez os grandes clubes pensaram com a mesma cabeça dos dirigentes do futebol paulista. Acharam que bastaria parecer grande.

Não adiantou e venceu o único clube que foi grande por essas bandas.

Prova de que o time de Itu sabia muito bem o que queria e onde poderia chegar é que até o momento de levantar a taça já havia sido ensaiado pelos jogadores, como se pode ver aqui.

Corinthians Campeão da Libertadores: Ano Um

         Soneto da Redenção

Sonho feito de bravura e furor.
Bem debaixo das barbas do Doutor.
Das mãos de Cássio, firmes no caminho
até o gol na cabeça de Paulinho!

Por dois batismos passou esse Escolhido
que por São Jorge um dia foi ungido.
Ele é Emerson! Imensa Nação grita!
Com seus dois gols fulminou antiga escrita.

Vai Fiel, nosso tão temido ataque.
Romarinho, ousadia sem temores.
Tantas batalhas, nenhuma esquecida.

Da equipe Tite fez seu maior craque.
Achas duro ganhar Libertadores?
mais duro é não perder uma partida.

Apêndice

O soneto é uma forma poética que possui 14 versos, o mesmo número de jogos de uma campanha da Libertadores. É feito de uma introdução, o desenvolvimento e, na última estrofe (terceto), o desfecho, também chamado de “chave de ouro” e que tem como objetivo resumir o conceito da obra. No caso: Corinthians: campeão invicto da Libertadores.

Os versos deste soneto são decassílabos, ou seja, possuem dez sílabas. Essa forma foi a mais consagrada em língua portuguesa, como por exemplo na obra de Vinicius de Moraes. Curiosamente, o Corinthians jogou toda a fase de mata-mata sem um camisa 10 no time, já que esse seria Adriano. Mas ele acabou dispensado antes e substituído pelo zagueiro Marquinhos. Alex e Danilo que poderiam usar esse número vestiam a 12 e a 20, respectivamente.

Como o futebol, um soneto também não é muito justo. Como o espaço é limitado, algumas omissões são inevitáveis como Danilo,  Ralf ou mesmo a exemplar zaga corinthiana.

A Copa das Confederações não é a Copa do Mundo, mas…

Campeão: a essa altura você já deve estar cansado de saber. Nunca o campeão da Copa das Confederações se repetiu na Copa do Mundo seguinte: O Brasil, por exemplo, papou as edições de 97, 2005 e 2009 e depois perdeu para França em 98, França, outra vez em 2006 e Holanda em 2010.

Peso: O peso da Copa das Confederações é maior. Loucura? Não. A taça da Copa do Mundo pesa 5,5kg enquanto a da Copa dos confederações tem 2kg a mais.Mas a diferença no peso para por aí, claro.

Tamanho: A Copa das Confederações conta com um quarto de equipes da Copa do Mundo. Além disso, o menor time desta edição, o Taiti, possui uma população de 178.133, menor do que Belo Horizonte, onde estão hospedados, que possui uma população de 2,475 milhões.

Os times mudam, mas…
Um ano se passa entre uma competição e outra, portanto os times mudam. Em 97, o Brasil chegou a ter uma dupla de ataque que poderia ter feito história como um dos mais potentes e ativos, se é que me entendem, ataques do Brasil: Romário e Ronaldo. Juntos eles marcaram 8 gols só nos dois jogos finais contra República Tcheca e Austrália (goleada por 6 a 0). No entanto, o Baixinho que até hoje é o maior artilheiro da Copa das Confederações, acabou cortado daquela que seria sua última Copa do Mundo em 98.

Já em 2009, do time que ganhou a final de virada dos EUA por 3 a 2 até a equipe de Dunga que entrou em campo na derrota para a Holanda na Copa do Mundo apenas 3 jogadores foram diferentes. Luisão, André Santos e Ramires começaram o jogo derradeiro da Copa dos Confederações e foram substituídos por Juan, Michel Bastos e Daniel Alves nas quartas do Mundial. O lateral do Barcelona foi escalado no meio campo depois da contusão de Elano no jogo anterior contra Costa do Marfim.

Estrutura
Além das equipes, o evento serve também como teste para a (des)organização brasileira. A seleção italiana já experimentou problemas ao chegar para treinar no Engenhão e descobrir que o estádio estava interditado. O Uruguai enfrentou atraso em voos na conexão em Manaus e o que era para ser uma parada de 40 minutos foi de 3 horas. Espanha e Uruguai tiveram problemas com a chuva para treinar.  O técnico da Celeste reclamou que já é sabido da aguaceira nessa época do ano no Nordeste. A conferir.

O último campeão francês de Roland Garros

Na última terça-feira, Jo-Wilfried Tsonga despachou o supercampeão Roger Federer das quartas-de-final com inquestionáveis 3 sets a 0.

Se chegar ao título, quebrará uma escrita de 30 anos sem que um francês fature o Grand Slam parisiense.

O último foi Yannick Noah em 1983.

Aliás, Noah é uma figura muito curiosa.

Quando estive na capital francesa, ele chamou minha atenção por uma sacada longe do esporte: sua versão de Redemption Song, de Bob Marley, que vi na TV. Era a única coisa boa em meio a coletânea de bobagens que são  a maioria das paradas de sucesso em qualquer lugar do mundo.

Não sabia que aquela figura de cabelos e nome afros havia sido um grande tenista no país da família Le Pen. Muito menos, do calibre de quem ganhou o mais importante torneio da França.

Mais: Noah, filho de um jogador de futebol camaronês, quando parou de jogar foi capitão da primeira vitória do time francês na Copa Davis e também na Fed Cup.

Depois de uma carreira de sucesso, o ex-tenista se aventurou pela música e não faz feio cantando.

Tem mais: seu filho (foto) com uma ex-miss sueca, é Joakim Noah, ala do Chicago Bulls, time eternizado na NBA por Michael Jordan.

Em 2008, Joakim foi detido nos EUA por beber na rua. Também encontraram maconha em seu bolso. Ao ser questionado pela imprensa em polvorosa, Yannick, que em outra oportunidade já admitira ter usado a erva, minimizou. Preferiu dar apoio ao jovem.

Ao contrário do célebre ator francês Gerrard Depardieu, Yannick Noah se posicionou a favor do aumento de impostos para os mais ricos na França. Segundo afirmou em entrevistas, o ex-tenista até retirou seu dinheiro da Suiça – onde não era taxado – e o levou de volta à França.

Para jornais franceses, afirmou que era preciso distribuir a renda do país.

De volta ao tênis e a 2013, Tsonga  pode ser mais um descendente de imigrantes a levar o nome da França ao topo do esporte. E por que não, trazer à memória dos mais jovens os feitos do seu antecessor Yannick Noah.

Atualização: infelizmente, Tsonga entrou pressionado como uma mola e pulou rapidinho fora da quadra depois de perder 3 sets para Ferrer. O mesmo aconteceu com o espanhol na final contra seu compatriota Rafael Nadal, o campeão dos campeões do torneio. 

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