Sebastián Bednarik: Figurinha do Uruguai

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Sebastián BednarikSebastián Bednarik é, junto com Andrés Varela, diretor do documentário “Maracaná”, filme que reconta a história da Copa do Mundo de 1950.

(verdade que poderíamos ter figurinha dupla com os diretores, mas até a Panini abortou nesta Copa as tais figurinhas duplas. Então, o desempate elegeu Bednarik que já filmou outro filme sobre futebol em 2010: “Mundialito”, sobre o uso e a manipulação do futebol pela ditadura uruguaia).

Trágica para brasileiros, heróica para os uruguaios, a história da primeira Copa do Mundo pós-2ª Guerra é bastante conhecida, principalmente por seu apelido famoso (Maranazo): os brasileiros eram favoritos e acabaram derrotados no Maracanã com 200 mil pessoas.

A divulgação do filme destaca as imagens inéditas daquele Mundial restauradas em HD e outro mérito deste documentário é reunir diversas declarações dos principais personagens daquela Copa, como os  uruguaios Máspoli, Varela e Ghiggia, o técnico brasileiro Flávio Costa e o goleiro Barbosa, entre outros. Muitas dessas imagens recuperadas de antigas entrevistas já que boa parte deles já se foram.

Além de recriar cronologicamente os passos das duas equipes até a derradeira partida, não escapam detalhes de bastidores (ou nem tão de bastidores assim) que puderam somar influência no resultado da partida.

Merece atenção o pronunciamento do então prefeito do Rio de Janeiro Mendes de Morais, responsável pela construção do Maracanã, que com os jogadores das duas equipes perfilados no gramado faz um discurso mais do que eufórico em que postula, sem se envergonhar, como a seleção brasileira era imbatível e, portanto, já poderia se considerar campeã daquela Copa.