Puskás, além do Prêmio da FIFA

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Crédito Imagem:  http://www.itsnicethat.com/articles/zoran-lucic-football-posters
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Em 13 de janeiro, a FIFA divulgará o vencedor do prêmio Puskás, criado em 2009 para premiar o golaço do ano.

Ao ver a lista dos 10 gols selecionados, fica difícil não apostar no sueco Ibrahimovic, mistura de Cirque du Soleil com futebol.

Mas quantas pessoas, por causa desse troféu, já repetiram o nome Puskás sem saber quem de fato foi ele?

Falando menos do prêmio e mais de Puskás, não é por acaso que um nome vindo de um país coadjuvante do futebol mundial tenha batizado a premiação da FIFA. Todas as referências ao “Major Galopante” – apelido que ganhou porque possuía essa patente do exército de seu país – não exitam em ressaltar o grande craque que ele foi.

É curioso também como pelo menos dois lances da história desse personagem seguem atuais.

O primeiro fato é que Puskás era húngaro e com seu país montou a seleção mais forte do início dos anos 50, campeões olímpicos em 52 e vice mundiais em 54. No entanto, questões políticas que envolviam a influência da URSS em seu país e que não agradavam ao craque, fizeram Puskás deixar sua pátria natal. Só que pela bola que tinha, não seria difícil arrumar outra pátria-mãe-adotiva. Puskas acabou se naturalizando espanhol. Na década de 60, fez no Real Madrid parceria de sucesso com argentino Di Stéfano e , como as regras da época permitiam, também jogou uma Copa do Mundo pela Espanha, o que motivou maledicências sobre o craque em seu país de origem. Tudo isso há mais de 50 anos da polêmica sobre a opção de Diego Costa, com a diferença de que hoje sua escolha se faz muito mais por questões sócio-econômicas do que políticas.

Outro ponto é que Puskás também levantava suspeitas sobre seu físico. Baixinho e gordinho, é bem provável que fosse reprovado em qualquer teste de categorias de base. Para quem viu Maradona e Ronaldo jogar e acha incrível Valter  fazer tantos gols pelo Goiás, a média de Puskás é espantosa: pela seleção da Hungria anotou 85 gols em 84 jogos. Em toda sua carreira, de acordo com o IFFHS, foram 512 gols em 528 partidas.

Inclusive, perpetua-se a lenda de que na ocasião do convite para vestir a camisa merengue, feito diretamente pelo presidente do Real Madrid, senhor Santiago Bernabeu, Puskás teria dito: “O senhor me olhou? Estou gordo!”, ao que o presidente respondeu: “isso não é problema meu, é seu!”. Ferenc Puskás acabou três vezes campeão da Liga dos Campeões pelo Real Madrid (1959, 1960 e 1966) e ficou conhecido com o apelido de Pancho, bem mais carinhoso que o outro de caráter militar.

Para saber um pouco mais da história e ver um pouco de Puskás em ação, esse vídeo da TV Real Madrid é legal (em espanhol).