Nomes na Islândia

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Com objetivo de manter as tradições culturais e de linguagem, a Islândia possui uma lei e uma equipe encarregada de liberar nomes que os pais podem dar para seus filhos, é o Comitê de Nomes Pessoais.

Recentemente, uma lista com 11 nomes foi liberado para os pais batizarem seus filhos, incluindo Angelina para as meninas.

Os islandeses mais jovens acham essa lei de nomes arcaica e já há uma proposta para derrubar essa limitação de nomes. Mas ele só deverá ser votada depois das eleições de 29 de outubro.

(baseado na notícia do jornal The Guardian)

 

Mulheres olímpicas que precisamos conhecer

As Olimpíadas do Rio 2016 já são os Jogos com o maior percentual de participação das mulheres – 45%. Embora ainda tenha margem para crescer, esse dado já seria suficiente para servir como parâmetro ou – vá lá – inspiração para muitas instituições e corporações daqui e de várias partes do mundo. O Congresso brasileiro, por exemplo, não chega a 10% de participação feminina. Uma vergonha.

Mas se escavarmos um pouco o que há debaixo dos números é possível encontrar traços bem mais humanos e muito mais representativos do desempenho feminino nessas Olimpíadas.

Separei algumas personagens de diferentes modalidades e países. Mesmo com o livro olímpico ainda em aberto, elas já escreveram histórias que, além de emoção e drama, são úteis para quebrar paradigmas sobre coisas que já ouvimos muito ou ainda ouviremos em nossas vidas, principalmente em se tratando delas, as mulheres.

Essa roupa não parece adequada: mulheres são diariamente julgadas pelo modo como se vestem e não deve ter sido diferente com as egípcias Doaa Elgobashy e Nada Meawad. Elas formam a primeira dupla de vôlei de praia do Egito e proporcionaram uma das imagens mais belas dos Jogos até o momento.

Foto: Lucy Nicholson/ Reuters

Cuidado para não se expor: no caso da norte-americana Ibtihaj
Muhammad
, nada pode colocá-la mais em evidência do que cobrir seus cabelos. Esgrimista, ela foi a primeira a competir pelos EUA usando hijab. Considerando que o sentimento antimuçulmano é crescente em um país em que a intolerância pauta a campanha de um dos principais candidatos à presidência daquele país, seu feito merece mais do que medalha de ouro.

Joga como homem: Poucos esportes são tão machistas quanto o futebol. Então, em um time que já tem Marta, eleita melhor jogadora de futebol do mundo cinco vezes, é difícil se destacar, certo? Errado. Cristiane marcou um golaço de letra contra a Suécia e se tornou a maior goleadora das Olimpíadas. Nenhuma mulher fez mais gols que ela em Jogos Olímpicos. E nenhum homem também.

Você não tem idade pra isso: A ginasta uzbeque Oksana Chusovitina está em sua sétima Olimpíada. Oksana já ganhou medalha de prata, de ouro, já foi mãe e quando ela disputou sua primeira Olimpíada, em Barcelona, apenas duas integrantes  da equipe feminina de ginástica do Brasil haviam nascido (Jade Barbosa e Daniele Hipólito). Aos 41 anos e em um esporte dominado por garotas, ela não só chegou aos Jogos como recordista de longevidade como compete em bom nível no salto.

Ponha-se no seu lugar: Para a ONU Kosovo não é um país reconhecido ainda que há dois anos seja reconhecido pelo COI. Para a judoca Majlinda Kelmendi, o fato de ter nascido na ex-província Sérvia, devastada pela guerra e por perseguições étnicas não foi empecilho. O lugar dela é mesmo o alto do pódio. Além de ser bicampeã mundial, no Rio ela também conquistou a primeira medalha de ouro em Olimpíada para seu país.

A bola mais cara do mundo

Não se sabe ainda se o dono dessa relíquia, o francês Dominique Zanardi, vai decidir leiloar a bola que ele encontrou em um brechó no Reino Unido.

Em 1998, o Manchester United já ofereceu 100 mil dólares para colocar em seu museu a bola que pertenceu a um batalhão de soldados que lutaram na Primeira Guerra Mundial.

Garotas de skate no Afeganistão

A fotógrafa Jessica Fulford-Dobson ficou encantada quando descobriu o projeto do skatista australino Oliver Percovich no Afeganistão. O que mais a atraiu foi o fato de que 45% dos aprendizes do esporte em Kabul eram meninas.

Acredite, no Afeganistão o skate se tornou o esporte mais popular entre as garotas, principalmente porque a elas não é permitido andar de bicicleta.

Texto original:

Mega Sena, esporte nacional

Mauro Akin Nassor/04.10.2012/Estadão Conteúdo
Mauro Akin Nassor/04.10.2012/Estadão Conteúdo

Ganhar na loteria é o que se ouve em todo lugar. Principalmente em fim do ano em que fazer uma fé vira esporte nacional. Em 2013, informam os jornais, o prêmio está perto de R$ 220 milhões.

Grana que representa 32,2% do montante que a Caixa arrecada com as apostas e que ele espera bater em R$ 680 milhões.

Como quase todo ato político do país da Copa, a loteria tem muitas voltas e o dinheiro viaja para muitos destinos diferentes. Nestas viagens que a loteria dá, surge uma rara ocasião em  que se é possível catalogar a prática de uma expressão muito ouvida na boca de autoridades: investimento no esporte.

É importante dizer, da arrecadação com a Mega da Virada, o Comitê Olímpico Brasileiro receberá 1,7% e o Comitê Paraolímpico 0,3%.

em dinheiro vivo contam cerca de R$ 13,8 milhões estimados que não passariam nem perto dos mais de R$ 40 milhões que o Corinthians, no futebol, investiu só para contratar Alexandre Pato junto ao Milan.

A arrecadação da Mega Sena também vai para áreas como o Fundo Penitenciário Nacional que recebe 3,14%. Acima dos 2% que somam os comitês olímpico e paraolímpico.

O Financiamento Estudantil (Fies) fica com 7,76% e o Fundo Nacional de Cultura com outros 3%.

Há ainda 13,8% destinados ao imposto de renda, 18,1%  para a Seguridade Social,10% de tarifa de administração da Caixa, 9% de comissão dos lotéricos e, finalmente, 1% para o fundo de Desenvolvimento das Loterias (FDL) que impede o esporte de segurar a lanterna nessa tabela.

Trégua de Natal

Partida de futebol documentada enter ingleses e alemães.
Partida de futebol documentada entre ingleses e alemães.

Há um famoso relato ocorrido em 1914, cinco meses após a declaração da I Guerra Mundial, contando como a chegada do Natal provocou um cessar-fogo nas trincheiras entre os inimigos mortais alemães e ingleses.

A trégua de Natal, como ficou conhecida, não foi uma declaração oficial dos países, mas um gesto que partiu dos soldados. Corpos de combatentes em terra-de-ninguém foram devolvidos, presentes trocados e, incrível, até uma partida de futebol amigável foi disputada entre germânicos e bretões.

Duro imaginar que, depois de interromper os ataques mútuos, os soldados precisassem voltar a matar uns aos outros. Inclusive, os registros dão conta de que não houve um episódio parecido durante o confronto, muito por conta da intransigência dos líderes das nações  que não aceitaram novas tréguas – nem haviam assinado aquela – e também devido aos métodos utilizados para atacar o inimigo, como gases venenosos. A destruição feroz e desumana tornava bem mais difícil novas atitudes de boa vontade entre as partes.

Pensar que depois da trégua de natal no início do século passado não houve outra narrativa na qual o espírito de humanidade tenha se sobreposto a um grande conflito dá uma sensação que o mundo tem piorado desde então.

Precisamos mais tréguas em nossas vidas.

Time do Chico Bento

Quando pequeno lia todos os gibis da Turma da Mônica.

Foram um impulso e tanto para pegar gosto pela leitura.

Imagino que para mim esta e outras histórias em quadrinhos tiveram o mesmo efeito que Harry Potter possui em algumas crianças de hoje.

Sempre soube que, igual a mim, Cascão era corinthiano.

E, claro, que o Cebolinha era torcedor do rival.

Até que na semana passada, assistindo ao programa Loucos por futebol, na ESPN Brasil, o convidado era Maurício de Sousa e o brilhante Celso Unzelte tira de sua cartola historiográfica uma edição da revista Placar em que o próprio criador e pai da são-paulina Mônica diz quais são os times de futebol de seus principais personagens.

Sim, Chico Bento, dos meus personagens favoritos é, segundo seu criador,  torcedor do São Bento de Sorocaba, clube da minha cidade natal e o primeiro time que vi atuar em campo, na mesma época em que lia histórias da Turma da Mônica.

Em uma rápida consulta ao oráculo digital, descubro que um blog de sãobentistas já fizera antes essa descoberta que tanto me encantou. Foi de lá que tirei a reprodução da imagem da edição de Placar de lá do início da década de 80.

São Bento é tradição.

Um time de filmes gratuitos no YouTube

Hoje, 19 de junho, é dia do Cinema Nacional.

Por isso, indico um canal no YouTube que conta com mais de 100 filmes brasileiros completos. A partir dele,  fiz uma escalação de 11 títulos que assisti e indico. Como não vi todos, é possível que existam coisas melhores que posso ter ignorado. Além disso, alguns dos nomes listados não estão disponíveis no canal. Então, fiz a seleção apenas dos que podem ser vistos até o momento. Vamos a eles:

1. Terra em Transe: clássico do Cinema Novo de Glauber Rocha. Obrigatório para entender o movimento cultural e a política brasileira até os dias de hoje. Imprescindível até para quem não gosta dos filmes com essa pegada engajada poder criticar.

2. Linha de Passe: filme de Walter Salles que tem o futebol como pano de fundo para histórias de uma família que se encadeiam e apresentam problemas e sonhos típicos da cidade grande.

3. O Pagador de Promessas: primeiro filme brasileiro que concorreu ao Oscar.

4. Baixio das Bestas filme de estética forte sobre a exploração sexual da mulher nos rincões do Brasil.

5. Além do Cidadão Kane obrigatório nas faculdades de comunicação, mostra a relação do poderoso dono da Rede Globo com os meandros da Ditadura Militar.

6. O que é isso companheiro clássico recente que também envolve a atmosfera do Regime Militar.

7. Notícias de uma Guerra Particular excelente documentário sobre a violência no Rio de Janeiro. Precede Tropa de Elite e Cidade de Deus.

8. Pelé Eterno dá uma boa ideia do que o Rei do Futebol foi capaz de fazer dentro de campo. Corinthians ganha um capítulo exclusivo para mostrar à crueldade de Pelé com seu maior rival.

9. Cheiro do Ralo filme com humor absurdo com um dos melhores atores da nova geração do cinema nacional: Selton Mello

10. Cidade Baixa filme sobre um triângulo amoroso em que os catetos são Lázaro Ramos e Wagner Moura. A hipotenusa é Alice Braga.

11. O Homem que Copiava Grande história do gaúcho Jorge Furtado. Entretenimento de alta qualidade.

12. Os Trapalhões e o Rei do Futebol Ok, este não precisa entrar no primeiro time. Mas também não dá para ignorar. Um clássico.

A Copa das Confederações não é a Copa do Mundo, mas…

Campeão: a essa altura você já deve estar cansado de saber. Nunca o campeão da Copa das Confederações se repetiu na Copa do Mundo seguinte: O Brasil, por exemplo, papou as edições de 97, 2005 e 2009 e depois perdeu para França em 98, França, outra vez em 2006 e Holanda em 2010.

Peso: O peso da Copa das Confederações é maior. Loucura? Não. A taça da Copa do Mundo pesa 5,5kg enquanto a da Copa dos confederações tem 2kg a mais.Mas a diferença no peso para por aí, claro.

Tamanho: A Copa das Confederações conta com um quarto de equipes da Copa do Mundo. Além disso, o menor time desta edição, o Taiti, possui uma população de 178.133, menor do que Belo Horizonte, onde estão hospedados, que possui uma população de 2,475 milhões.

Os times mudam, mas…
Um ano se passa entre uma competição e outra, portanto os times mudam. Em 97, o Brasil chegou a ter uma dupla de ataque que poderia ter feito história como um dos mais potentes e ativos, se é que me entendem, ataques do Brasil: Romário e Ronaldo. Juntos eles marcaram 8 gols só nos dois jogos finais contra República Tcheca e Austrália (goleada por 6 a 0). No entanto, o Baixinho que até hoje é o maior artilheiro da Copa das Confederações, acabou cortado daquela que seria sua última Copa do Mundo em 98.

Já em 2009, do time que ganhou a final de virada dos EUA por 3 a 2 até a equipe de Dunga que entrou em campo na derrota para a Holanda na Copa do Mundo apenas 3 jogadores foram diferentes. Luisão, André Santos e Ramires começaram o jogo derradeiro da Copa dos Confederações e foram substituídos por Juan, Michel Bastos e Daniel Alves nas quartas do Mundial. O lateral do Barcelona foi escalado no meio campo depois da contusão de Elano no jogo anterior contra Costa do Marfim.

Estrutura
Além das equipes, o evento serve também como teste para a (des)organização brasileira. A seleção italiana já experimentou problemas ao chegar para treinar no Engenhão e descobrir que o estádio estava interditado. O Uruguai enfrentou atraso em voos na conexão em Manaus e o que era para ser uma parada de 40 minutos foi de 3 horas. Espanha e Uruguai tiveram problemas com a chuva para treinar.  O técnico da Celeste reclamou que já é sabido da aguaceira nessa época do ano no Nordeste. A conferir.

12 pensamentos excitantes (ou não) sobre sexo antes do esporte

Para celebrar o Dia dos Namorados, nada melhor do que esporte e sexo. Para alguns, o problema é a ordem das coisas. Separei 12 visões, algumas célebres, sobre a prática do esporte universal antes do esporte nacional.

CONSERVADOR
Telê Santana: “Eu, como fui jogador, acho que o sexo antes do jogo, um dia antes, por exemplo, não faz bem. É um desgaste muito grande do jogador, e esse desgaste vai refletir lá dentro do campo”

ASSÍDUO
Romário: “Sexo antes do jogo sempre me ajudou”.

MELHOR DO QUE… LASANHA?
Ronaldo Fenômeno: “É um tabu sério que existe no futebol de que o sexo atrapalha. Eu acho que masturbação atrapalha muito mais. Cansa muito mais que o próprio sexo”

RECATADO

Kaká: “Acho que tudo tem seu tempo. Antes do jogo a gente está concentrado, e não há tempo para ficarmos pensando nisso. Depois do jogo, quando estivermos tranquilos, tudo bem. Pensa na esposa, faz sexo e outras coisas”


VIRGEM 
Neymar (em 2011): “Se atrapalha ou não, eu não sei, porque ainda não fiz”,

POLÍTICO

Fred: “Antes dos jogos, estamos concentrados com mais 30 homens no hotel. Nunca fiz e nunca vou fazer sexo às vésperas de uma partida”.

ABSTÊMIO
Dunga: “nem todo mundo gosta de sexo, vinho e sorvete. Temos que respeitar”.

PONDERADO
João Saldanha: ““homem, quando arranja mulher nova, quer mostrar serviço e acaba tendo um desgaste maior”.

LIBERAL
Casagrande: “Sexo não faz mal nem antes nem depois do jogo. Só durante.”

ROMÂNTICA

Hortência:  No meu caso, eu acho que ajuda, quando você faz uma coisa por amor – sexo é uma coisa que você faz por amor. O sexo me realiza e quando a mulher se sente realizada, produz muito melhor. 

ESPECIALISTA
Laura Muller (sexóloga): “Depende quem é esse atleta, de como ele se relaciona com a sexualidade. Se o sexo vai gastar muita energia, se a transa for muito longa, pode não ser legal. Agora, se isso vai dar mais pique… Às vezes a pessoa tem uma relação que energiza, traz um novo colorido, mais motivação”.

SABEDORIA POPULAR
Autor Desconhecido: “Sexo antes do jogo só atrapalha se atrasar a partida”