Bob Dylan Nobel de Literatura

O reconhecimento de Bob Dylan como Nobel de Literatura provocou uma intensa discussão no mundo todo sobre o significado desse prêmio. Entre aqueles que aplaudiram a decisão de certa forma surpreendente, houve quem achasse que o Nobel faria melhor para a arte da literatura se entregue a um escritor não a um músico.

Houve também aqueles que para criticar a decisão tentassem diminuir a obra de Bob Dylan, mas esses merecem bem pouca consideração.

O fato é que a escolha estimulou uma enxurrada de textos sobre a obra, a carreira e a vida de Bob Dylan e também, claro, opiniões sobre o Nobel entregue ao artista.

No YouTube, fiz um vídeo para comentar o fato e, claro, deixar meu pitaco também.

Abaixo, deixo uma coletânea de links, com vários textos que li (ainda e estou lendo e aumentando a lista) e que recomendo para que as pessoas possam se aprofundar ou, para os não iniciados, que tenham uma dimensão do que representa a figura de Bob Dylan para a arte, além da discussão em torno do merecimento ou não do prêmio Nobel ao artista.

    1. Leonard Cohen: “é como dar uma medalha ao Everest por ele ser o mais alto do mundo”.
    2. 75 fatos sobre Bob Dylan.
    3. Escritor brasileiro comenta de Nova York o Nobel para Dylan.
    4. O Nobel de Dylan na visão do fã: “Eu já sabia!”
    5. Nobel de Dylan: um prêmio para a música
    6. Bob Dylan, 500 vezes mais popular em serviço de streaming
    7. Eduardo Suplicy homenageou Bob Dylan pelo Nobel:

8. Repercussão do Nobel entre escritores e Academia

9. O anúncio do Nobel a Bob Dylan

10. Por que Bob Dylan não deveria ter ganho o Nobel (em inglês)

11. Bob Dylan, Mestre da mudança (em inglês)

12. Vamos celebrar a vitória de Bob Dylan (em inglês)

Cauby

Cauby

Uma vez li um livro que contava a história do rádio no Brasil e como os cantores do início da difusão do rádio tinham que ter o timbre grave ideal – o dó de peito – mais adequado às frequências ou, vá lá, às próprias limitações do aparelho.

Cauby é desse tempo e de muitos outros. Além de ter sido gigante na música, é um dos pouquíssimos, talvez o único no Brasil, a tornar o uso de perucas esteticamente possível.

Antes de Mick Jagger e da expressão “performático” existir, Cauby já fazia isso.

Pearl Jam

Acabo de ler no blog do Lucio Ribeiro que a banda fará shows no Brasil em novembro.

Há dez anos fui vê-los tocar no Pacaembu quando o prefeito da cidade era o atual senador José Serra.

Era a primeira vez que os caras tocavam no Brasil e foram obrigados a terminar tudo antes das 22h para não atrapalhar a vizinhança rabugenta do bairro que reclamava do barulho para o prefeito (coisa que Eddie Vedder fez questão de ironizar).

Além de começar (e acabar) cedo, acho que esse foi o único show de rock em que estive e era proibido vender cerveja ou qualquer bebida alcoólica, embora uns caras tenham camuflado e entrado com aqueles sachês coloridos (e horríveis!) de pinga com mel pra vender, deixar a molecada insana e provar como certas proibições simplesmente não funcionam.

Juro que não tomei.

Com tudo isso e também por tudo isso, esse foi um dos melhores shows da minha vida.

Pearl Jam ao vivo? Recomendo sempre.

Vídeo: Morte e Vida Severina (Auto de Natal Pernambucano)

Sem entrar na posição religiosa de cada um, o natal e o fim de ano podem ser uma boa hora para celebrar a vida e a renovação dela.

E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
mesmo quando é uma explosão
como a de há pouco, franzina;
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina.